18% dos usuários de internet não usam antivírus, diz estudo

Apesar do aumento de ataques virtuais, alguns usuários ainda acreditam na sorte e não tomam as medidas de segurança necessárias. A confirmação vem de uma pesquisa da A AVG, que mostrou que 18% dos internautas no mundo não utilizam nenhum recurso de proteção antivírus.

O estudo teve o objetivo de avaliar o perfil de usuários da Web. De acordo com Mariano Sumrell Miranda, diretor de marketing da representante oficial da AVG no Brasil, considerando aqueles que não possuem nenhum tipo de proteção, a possibilidade de ser atingido por phishing, worms e outras ameaças é muito grande.

"Mesmo os que têm instalado uma solução de segurança, ainda existe a necessidade de ficar atento às atualizações, já que as ameaças da internet são praticados por grupos extremamente profissionalizados e organizados, que estão sempre em busca de novas formas de ataque".

A pesquisa envolveu nove mil usuários de nove países, entre eles Brasil, Estados Unidos, França, Espanha, Suécia, República Tcheca, Austrália, Alemanha e Itália, O resultado foi apresentado ontem durante o segundo dia do CNASI - Congresso Latino-Americano de Auditoria de Sistemas, Segurança da Informação e Governança, evento de TI que termina hoje em São Paulo.

Cibercrime

O cibercrime foi outro fator abordado pela pesquisa. No Brasil, por exemplo, 44% dos usuários, após serem vítimas de algum tipo de roubo ou invasão por vírus pela internet, perceberam a necessidade de segurança e de estarem alerta aos perigos da rede.

Comparado aos outros oito países que participaram do levantamento, o Brasil foi o que apresentou maior porcentagem, seguido pela Alemanha (42%), Espanha (41%), EUA (40%).

A compreensão sobre o conceito da palavra também foi avaliada e, para a maioria dos entrevistados, qualquer forma de roubo que ocorre na internet ou nos computadores de rede pode ser considerado um ciber roubo. No entanto, para alguns países, como Itália, França e República Tcheca, o cibercrime é considerado apenas como o roubo de identidade e informações pessoais.

Os usuários de Internet nos EUA se sentem bastante explorados pelo cibercrime, (57%), já no restante dos países pesquisados, embora haja preocupação com o ambiente virtual, os riscos com os crimes da vida real ainda prevalece.

Espanha, França e Itália são os países em que as pessoas se consideram com maior falta de informação sobre ciber roubo e os usuários na Alemanha e nos EUA, por outro lado, acreditam que possuem informações suficientes sobre o assunto.

Durante sua exposição, Miranda explicou ainda que no Brasil, como em outros países do mundo, a navegação em sites aparentemente inofensivos é o novo foco dos criminosos cibernéticos. "As pessoas precisam estar cientes que qualquer site, até mesmo os considerados idôneos, como de bancos ou outras instituições, podem oferecer riscos", diz o executivo.

Fonte: Wnews/UOL